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Evidências da Relação entre Inovação Organizacional e Inovação Tecnológica na Indústria Brasileira

Carlos Eduardo de Oliveira (UFU) – carlos.oliveira@ufu.br

Ana Paula Macedo de Avellar (UFU) – anaavellar@ufu.br

 

RESUMO

O objetivo deste estudo foi verificar se existe complementaridade da Inovação Organizacional (IO) com a Inovação Tecnológica (IT). Para a análise empírica, utilizou-se como base de dados as edições de 2008 e 2011 da Pesquisa de Inovação (PINTEC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados da análise empírica realizada nas empresas situadas no Brasil evidenciam que: i) a quantidade de empresas que realizaram IO concomitantemente com outro tipo de inovação (produto, processo ou marketing) são superiores ao grupo de empresas que realizaram apenas IT (produto ou processo); ii) as empresas que realizam mais de um tipo de inovação apresentam um perfil diferenciado, no que se refere aos indicadores: relações de cooperação, capital estrangeiro, grupo, exportação, apoio do governo e P&D contínuo, nas atividades inovativas, superiores aos grupos e empresas que realizam apenas um tipo de inovação; e iii) a análise de correlação mostra a existência de correlação positiva e fraca entre IO e IT.

Palavras-chave: Inovação; Inovação Organizacional; Inovação Tecnológica; PINTEC.

 

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Educação Empreendedora nos Cursos de Graduação da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Rui Ernesto Ribas Zanchet (UFGD) - ruizanchet@gmail.com

Luan Carlos Santos Silva (UFGD) - luancarlos@ufgd.edu.br

RESUMO:

Este estudo tem como objetivo analisar o processo de institucionalização da educação voltada ao empreendedorismo na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Foram identificados projetos de ensino, pesquisa e extensão que promovem esta forma de educação e compreender como o tema é percebido pelos coordenadores de cursos de graduação do universo selecionado. Para clarificar conceitos como educação por competências, competências empreendedoras e empreendedorismo utilizou-se obras de autores, nacionais e estrangeiros, que se dedicam amplamente ao estudo do tema. Foi adotada uma abordagem mista, qualitativa empregada em entrevistas e quantitativa para mensuração de dados. Observou-se que a maioria dos entrevistados acredita que esta forma de educação é importante para o acadêmico, principalmente para coordenadores de cursos de graduação na modalidade de bacharelado. Existe a necessidade de aprimoramento dos métodos e formas de implementação da educação empreendedora, sobretudo com a criação de um ambiente favorável a práticas empreendedoras tanto para docentes quanto discentes. O resultado apresentado procura fornecer subsídios para a criação de políticas públicas dentro UFGD e, sendo possível, em outras universidades visando fomentar a educação empreendedora na formação profissional. Este estudo contribui para o aprimoramento da educação empreendedora na UFGD visto que foram achados indícios de que ainda é pouco desenvolvida, possuindo espaço para crescimento. Há dificuldade de generalização pois se trata de um estudo de caso único e pontual.

PALAVRAS-CHAVE: Empreendedorismo; Educação Empreendedora; Competências Empreendedoras; Formação Profissional.

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Cooperação (im)possível: Relacionamento entre Universidades e Empresas, uma Proposta Empírica

Esdras da Silva Costa (FAMA) - pesquisaspss@gmail.com

Leandro Campi Prearo (USCS) - lcprearo@uscs.edu.br

 

RESUMO

A busca por novas formas de gestão, operacionalização e iniciativas constantes por desenvolvimento e inovação pode proporcionar um ambiente de cooperação entre Empresas e Instituições de Ensino Superior - IES. A presente pesquisa teve como objetivo compreender os tipos de relacionamentos estabelecidos e suas eventuais barreiras entre as IES e as Empresas inseridas na Região do Grande ABC. Quanto a sua metodologia, trata-se de uma abordagem qualitativa, classificada como uma pesquisa exploratória, descrevendo a percepção das IES, composto em sua totalidade por 12 instituições territorialmente concentradas na região. O relacionamento entre as IES e as empresas apresentam dados que podem configurar essa cooperação como uma estratégia empresarial a ser explorada pelo ambiente corporativo, como acesso privilegiado a recursos humanos qualificados, busca por soluções dos problemas empresariais, além de contribuir positivamente para uma melhora na imagem empresarial e prestígio para o meio acadêmico local. Contudo, tal cooperação ainda se configura sob traços incipientes, com a necessidade de melhores ajustes e constantes debates.

PALAVRAS-CHAVE: Relacionamento; Universidade; Empresa; Cooperação.

 

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Acesso à Informação em Tempos de Pandemia: Uma Análise em Municípios Fluminenses

Elen Maiara dos Santos Reis Ramos (UFF) - elenmsreis@gmail.com

 

Resumo:

O presente estudo teve por objetivo apurar se os municípios fluminenses que decretaram estado de calamidade pública em decorrência da pandemia de Covid-19 estão cumprindo as determinações que constam no §2º do art. 4º da Lei nº 13.979/2020 no que tange à divulgação de informações sobre as aquisições e contratações realizadas por dispensa de licitação em seus sites oficiais na internet e mensurar o nível de transparência que tais municípios têm demonstrado. Para tanto, verificou-se o atendimento da legislação através de consulta online no portal eletrônico de cada um dos municípios da amostra, utilizando o modelo de análise proposto.Posteriormente foi aplicado outro modelo para estabelecer um conceito global da transparência ativa apresentada. Trata-se de um estudo de natureza descritiva, realizado por meio de um levantamento, com abordagem qualitativa e quantitativa, que tem como fonte de evidência a observação direta documentada por meio de um protocolo de observação e aplicação de um modelo estatístico. Em 83% dos portais eletrônicos dos municípios averiguados foram encontradas informações concernentes à dispensa de licitação fundamentada na situação emergencial de combate à pandemia, contudo, isso não significa que todos eles atenderam os preceitos legais em sua totalidade. Foi possível identificar a necessidade de uniformização de muitas informações, bem como a inexistência de publicidade dos contratos emergenciais. De modo geral, nenhum município cumpriu plenamente todos os requisitos determinados pela legislação. Quanto ao nível de transparência, 55% dos municípios apresentam transparência significativa. Cabe ressaltar que os resultados obtidos se limitam à amostra de municípios selecionados.

Palavras-chave: Municípios fluminenses; dispensa de licitação; covid-19; portais eletrônicos.

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A Utilização de Tecnologia da Informação por Micro e Pequenas Empresas: Estudo do Setor de Cerâmica Artística e de Decoração de Município do Estado de São Paulo

 

Alexander Ferreira Lavelli (SEBRAE/SP) - alexander.lavelli@gmail.com

Paulo Fernando Lima (UNIARA) - paulo.flima@terra.com.br

Claudio Luís Piratelli (FUNADESP) - clpiratelli@uniara.com.br

Edmundo Escrivão Filho (USP/UNICEP) - edesfi@sc.usp.br

Leonel Mazzali (UNESP) - leonel_mazzali@uol.com.br

Vera Mariza Henriques de Miranda Costa (UNIARA) - verammcosta@uol.com.br

 

Resumo:

Este artigo tem por objetivo caracterizar a utilização de Tecnologia da Informação (TI) para a gestão empresarial de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) do setor de cerâmica artística e de decoração, localizado em município do estado de São Paulo. Trata-se de pesquisa exploratória-descritiva, aplicada, com abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de uma pesquisa de campo, apoiada em pesquisa bibliográfica. O levantamento de campo foi realizado aplicando-se questionário e roteiro de entrevistas em empresários e utilizando depoimentos de agentes conhecedores do setor. Como resultado, pôde-se identificar baixo nível de utilização dos recursos de TI para a gestão empresarial: as MPEs, quando os utilizam, não o fazem estrategicamente. As soluções encontradas para a identificação de MPEs presentes no setor do município selecionado propiciaram resultados adicionais, de caráter metodológico.

Palavras-Chave: Tecnologia da Informação (TI); Micro e Pequenas Empresas (MPEs); Setor de Cerâmica Artística e de Decoração

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